Cirurgia plástica na adolescência: o que está por trás desse desejo?


A busca por cirurgias plásticas tem começado cada vez mais cedo — e isso é um alerta importante para pais, educadores e profissionais da saúde. Com o celular na mão o tempo todo, filtros de beleza e influenciadores com rostos e corpos “perfeitos”, os adolescentes passam a se olhar com um olhar crítico demais, rendendo-se à pressão estética ou à adultização precoce. Muitas vezes, o espelho acaba, nesses casos, tornando-se um inimigo; e a cirurgia plástica aparece como solução para lidar com essas inseguranças.

Impacto psicológico

Diálogo e apoio emocional são os melhores caminhos para lidar com as inseguranças da adolescência, porque nem sempre a mudança externa vai resolver o que o jovem está sentindo internamente. Como destaca o Dr. Esaú, “o adolescente curte o corpo 24 horas por dia. Ele não passa em uma vitrine sem se olhar.” Por isso, é fundamental compreender que a cirurgia não resolve questões emocionais profundas. Antes de qualquer bisturi, procure informação — e, se necessário, acompanhamento psicológico.

A pressão da aparência

Hoje em dia, ter uma aparência “perfeita” virou quase uma obrigação nas redes sociais, já que os jovens se comparam a celebridades e influenciadores. Muitos acreditam que precisam mudar algo no corpo para serem aceitos ao “padrão da sociedade” — um padrão que muitas vezes nem existe fora do ambiente digital.

Riscos da cirurgia precoce

Toda cirurgia tem riscos — anestesia, cicatrização, infecção —, mas quando feita em um corpo que ainda está se desenvolvendo, as chances de arrependimento são ainda maiores. O Dr. Esaú reforça: “É complicado falar de cirurgia em adolescentes sem pensar que existem patologias que têm que ter integração com o desenvolvimento. Algumas coisas devem esperar.”

No caso da rinoplastia, por exemplo, ele explica: “O nariz é a única cirurgia estética que só deve ser feita a partir dos 15 anos, pois ele cresce antes do rosto. Se fizer muito cedo, corre o risco de o rosto se desenvolver depois e o nariz parecer pequeno para a nova estrutura facial.” A exceção é quando há desvio de septo, que prejudica a respiração, aí sim a cirurgia precoce é indicada.

Indicações

Apesar de todos os cuidados, existem situações em que a cirurgia plástica é indicada na adolescência, especialmente quando há impactos funcionais ou emocionais, como:

  • Orelhas de abano, que podem causar bullying desde a infância — nesses casos, a cirurgia pode ser feita a partir dos 5 anos de idade.
  • Ginecomastia, que afeta meninos adolescentes e pode gerar constrangimento;
  • Tumores periféricos ou hemangiomas, que devem ser avaliados individualmente, independentemente da idade.
  • Desvio de septo, quando há comprometimento na respiração;
  • Silicone, em meninas com mamas já desenvolvidas (por volta dos 15/16 anos), desde que com avaliação criteriosa. “Não é só estética, você está mexendo com a cabeça também.”, reforça o Dr. Esaú.

No caso da bariátrica, o cirurgião alerta: “Não é uma questão só de boca. A obesidade é psicossocial, precisa de terapia. A cirurgia não é mágica: se não tratar a mente, engorda tudo de novo.”

Cirurgia exige responsabilidade

A cirurgia plástica pode sim ser uma aliada do bem-estar — inclusive na adolescência — desde que feita com responsabilidade, indicação correta, acompanhamento emocional e consentimento familiar. A avaliação médica é essencial!

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Agende uma avaliação com o Dr. Esaú e receba uma orientação segura e personalizada, com toda sua experiência em cirurgias funcionais e estéticas. Cuide-se de forma consciente.

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